Medalha histórica nas Olimpíadas de Tóquio inspira meninas skatistas ao redor do Brasil a ‘voarem alto’. Fadinha: conheça a trajetória de Rayssa Leal, a sensação brasileira no skate
A medalha de prata de Rayssa Leal nas Olimpíadas de Tóquio brilhou nos olhos das meninas skatistas pelo Brasil. Em 2015, quando a garotinha de 6 anos viralizou vestida de fada em cima de um skate pelas ruas de Imperatriz (MA), sua mensagem já era potente: garotinhas como ela podiam realizar o que quisessem. Seis anos depois, o legado da mais jovem medalhista das Olimpíadas em 85 anos pavimenta os caminhos para uma geração de atletas possíveis. Assim como a Fadinha, elas esperam voar alto. O G1 as ouviu.
Veja, abaixo, relatos de garotas skatistas que se inspiram em Rayssa Leal.
“Quero andar igual a ela”
Luana Poli, 12 anos, Campo Grande
Luana
Guilherme Poli/Arquivo Pessoal
Luana Poli, de 12 anos, se apaixonou pelo skate há um ano e meio. Autodidata, ela pratica suas manobras em Campo Grande e Bonito, MS. Contando com o apoio da família, ela viu o sonho de disputar as Olimpíadas como algo possível após acompanhar Rayssa Leal ‘voando’ nas pistas de Tóquio.
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Nicolle Campos, 6 anos, João Pessoa
Inspirada por Rayssa Leal, pilota de motocross de 6 anos começa a praticar skate
Aos seis anos de idade, a paraibana Nicolle Campos já participou e três campeonatos de motocross e foi segundo e terceiro lugar na categoria mini motos. Ela também pratica kart e compartilha sua rotina nos esportes radicais em um perfil de mais de 24 mil seguidores administrado pela mãe, Fabiana Nascimento. Mas agora um skate velho em sua casa e as manobras da ‘Fadinha’ têm roubado a atenção de Nicolle. Segundo a mãe da menina, em todos os torneios que participou até agora, a piloto é a mais nova e a única menina a competir.
“Vão ter muitas quedas, mas é preciso acreditar”
Carol Bandeira, 17 anos, Teresina
Skatistas piauienses se inspiram em medalhista olímpica brasileira de 13 anos
Essa foi a mensagem que ficou com Carol Bandeira, 17 anos, quando viu a medalhista de prata roubar os holofotes nas Olimpíadas. A skatista do Piauí tinha 14 anos quando teve seu primeiro contato com a modalidade. Na primeira vez em que viu uma competição, em 2017, ficou maravilhada pela presença de meninas no esporte. Ela diz que tem muita vontade de se destacar no esporte, mas falta apoio para viagens e equipamentos. Além de Rayssa Leal, uma de suas grandes referências é a skatista piauiense Isa Corleone, que aprendeu skate assistindo tutoriais do esporte pela internet.
“Manobras brabas”
Sofia Godoy, 12 anos, Porto Alegre
Sofia Godoy se inspira na medalhista Rayssa Leal para se profissionalizar no skate
A chegada do skate aos Jogos Olímpicos e a medalha da brasileira Rayssa Leal permitiram que a skatista Sofia Godoy, da Região Metropolitana de Porto Alegre, sonhasse com sua vez nas Olimpíadas. “Ela é uma inspiração pra mim e pra outras garotas também. Eu tô treinando muito pra isso e tenho certeza que vou conseguir meus objetivos”, resumiu, em entrevista ao G1.
“Somos capazes de fazer qualquer coisa.”
Luana Vicente, 16 anos, Santos.
Skatista amadora Luana Vicente de Araújo Gonçalves, de 16 anos, estava na Praça Palmares
Thiago D’Almeida/G1
A campeã paulista de skate Luana Vicente, de 16 anos, treina suas manobras na Praça Palmares, em Santos. O local já foi frequentado pelo brasileiro Kelvin Hoefler e o cantor Chorão. Mas apesar das inspirações, a conquista de Rayssa tem um significado especial para a Luana: “É maravilhoso para gente e deixou o skate feminino mais poderoso ainda. Mostra que somos capazes de fazer qualquer coisa”, comenta.
Prata no skate, Rayssa Leal inspira meninas em praça frequentada por Chorão e Kelvin
“Me chamavam de Fadinha, mas eu disse que esse era o nome da Rayssa e que o meu era Francesinha do Skate.”
Lívia Botella, 8 anos, Macapá
Francesinha do skate se inspira em Rayssa Leal, prata da Tókyo 2020: ‘fiquei viciada nela’
Já a pequena Lívia Botella, de 8 anos, confessa que é “viciada” em Rayssa Leal. Ela teve seu primeiro contato com o esporte em 2020 e, desde então, é a sensação da Praça do Skate em Macapá. Fã da medalhista, Lívia já chegou a ser comparada com a “Fadinha”, mas já inventou o seu próprio apelido: “Francesinha do skate”, uma referência à sua dupla nacionalidade. Filha de mãe brasileira e pai francês, a menina sonha em um dia conhecer a skatista que a inspirou a se jogar no esporte.
VÍDEOS: Fadinha Rayssa Leal nas Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo


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